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sábado, 19 de outubro de 2013

Mexe com a logística, mexe com você

A Logística é hoje a atividade que mais se faz presente em nossas vidas. Com seus problemas – e são muitos[...] – que refletem em nosso dia a dia, revelam nossas fraquezas e a extrema necessidade de mudança, de melhorias contínuas. Basta analisar que muitos desses problemas que afetam o mercado de transportes são os mesmos que dificultam a vida do cidadão: trânsito, vias insuficientes e mal cuidadas, falta de planejamento e infraestrutura, insegurança e falta de acompanhamento do poder público…  Resultado: Caro para a Logística, caro para você.

É incrível como a Logística está ligada à nossa qualidade de vida. Se compararmos as taxas de crescimento econômico com os investimentos em logística no mesmo período, podemos constatar que há uma melhora substancial do sistema econômico brasileiro. O que precisa ficar claro para o Brasil é que não se pode investir em logística no decorrer do crescimento, mas antes dele. Não se pode continuar colocando a água no fogo enquanto se planta o feijão – Se gasta energia (fogo), recursos (água) e mão-de-obra; e ainda há o risco de se comer um feijão de má qualidade, pois se a colheita não for boa, vamos ter que comê-lo assim mesmo pela falta de tempo.
Qualidade de vida é comer bem, trabalhar com o que gosta, saúde e segurança assistidas, conforto… Não há outra coisa que possa proporcionar essas outras do que um bom planejamento. E para um bom planejamento não há nada melhor do que conhecimento, recursos e antecipação. No caso do nosso Poder Público, “vontade” é fundamental; é o início de tudo, de bom ou de ruim.
A Logística, não só a área de transportes, está intimamente ligada ao aumento ou diminuição da taxa de desemprego no país, pois é o setor que canaliza todos os investimentos que possibilitam a ampliação e o sucesso dos mercados.
Não há como melhorar o sistema logístico do mundo sem melhorar a vida das pessoas. O que antes atingia quem estava diretamente ligado à área da logística, hoje abrange a todos, sem exceção. Desde alimentos até automóveis e outros bens que antes não eram disponíveis em uma classe ou região, seja pelo acesso ou poder econômico, vêm possibilitando novas experiências às pessoas. Com o envolvimento da Logística em todos os processos que garantem competitividade, nasceu uma fase que podemos chamar de “Logística para todos”, onde todos se beneficiam – ou sofrem – com os efeitos da modernidade trazida por essa área.
Mágica e revolucionária, a Logística propicia a inserção de qualquer indivíduo num meio social e/ou econômico. Sem opção, a esse indivíduo cabe seguir a velocidade do tempo ou perder-se nele. Sem velocidade não há como competir e sem tempo não há logística – embora consigamos dias com 26 horas –. Sem a Logística você não seria você.
Escrito Por : Marcos Aurélio da Costa

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A nova onda: Logística Reversa


Com o crescente volume de negócios em escala mundial e a imensa quantidade de produtos transportados diariamente, aumenta também a quantidade de lixo gerado e de materiais que precisam ser mandados de volta à sua origem. Esse tráfego de produtos no sentido contrário da cadeia de produção normal (dos clientes em direção às indústrias) precisa ser tratado adequadamente, para evitar trabalho e custos extras.

logística reversa é a área responsável por este fluxo reverso de produtos, seja qual for o motivo: reciclagem, reuso, recall, devoluções, etc. A importância deste processo reside em dois extremos: em um, as regulamentações, que exigem o tratamento de alguns produtos após seu uso (como as embalagens de agrotóxicos ou baterias de celulares); na outra ponta, a possibilidade de agregar valor ao que seria lixo. Veremos mais detalhes ao longo deste artigo.
Com o aumento das pressões da sociedade para produtos e processos ecologicamente corretos, a reciclagem ganha força e a logística reversa é um dos principais motores deste movimento. Além de contribuir legitimamente para a redução dos impactos ao meio ambiente há um ganho de imagem para a empresa que o faz. Há exemplos de reciclagem que já são práticas comuns: latas de alumínio, garrafas pet, papel, dentre outros itens de pós-consumo.
Há também a reutilização, notadamente com as sobras industriais, partes de equipamentos e sucatas em geral. No entanto, existe também o fluxo de produtos do consumidor de volta ao vendedor por iniciativa do usuário: quando ele não está satisfeito com uma compra, ele devolve o produto (bastante comum no comércio eletrônico ou erro de escolha do produto em lojas físicas).
De maneira geral, três fatores estimulam o retorno de produtos: (1) consciência cada vez maior da população para a necessidade de reciclar e de se preocupar com o meio ambiente; (2) melhores tecnologias capazes de reaproveitar componentes e aumentar a reciclagem; (3) questões legais, quando a legislação obriga que as empresas recolham e dêem destino apropriado aos produtos após o uso.

Do ponto de vista das empresas, alguns cuidados precisam ser tomados. Nos locais de armazenagem, faz-se necessário estruturar sistemas capazes de lidar com estes volumes crescentes (e dificilmente previsíveis). Além disso, assim como a logística tradicional, a logística reversa tem como um dos principais componentes os sistemas de transporte. É necessário que os sistemas de roteamento sejam capazes de solucionar os complexos problemas de entregas e coletas simultaneamente, levando em conta, dentre outras restrições, as capacidades dos caminhões e os intervalos de tempo (este problema é chamado tecnicamente de pickup and delivery routing problem).
Identificar as melhores estruturas de transporte capazes de recolher estes produtos, normalmente muito dispersos nos centros de consumo, e levá-los de volta às fábricas ou centros de tratamento é um grande desafio que precisa ser corretamente modelado. As práticas neste recente segmento ainda não estão consolidadas, e há espaço para diversas inovações.
Portanto, faz-se necessário planejar estrategicamente os sistemas internos (gerenciamento de estoques, sistemas de informação, espaço físico) e externos (transporte e relacionamento com clientes), a fim de aproveitar este novo mercado, atraindo e fidelizando clientes com mais uma opção de serviço pós-venda.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A logística da costura dos tênis

*Fonte: matéria do site Logística Descomplicada

Tênis existem há muito tempo e as técnicas básicas de fabricação são as mesmas desde então. Materiais são cortados e costurados – seja algodão, couro ou qualquer outro tecido – e formam a parte superior do tênis. Esta parte de cima é então costurada à uma sola. Simples assim. Mas isto está mudando, pelo menos para uns tênis de corrida muito diferentes.
O tênis em questão é o Flyknit da Nike, um calçado de corrida ultra-leve, fabricado para fazer você se sentir usando apenas meias. Para dar a sensação de que ele é apenas uma meia, a fabricação da parte da cima segue os princípios de fabricação de uma meia! Exceto que trata-se de uma meia de última tecnologia.

Em um processo que a Nike chama de “engenharia de ultra precisão”, um programa de computador comanda a máquina para alterar minuciosamente a estabilidade e a estética do calçado. Se o dedão do pé precisa de mais elástico, o projeto pode ser alterada digitalmente instantaneamente para adicionar lycra. Para maior resistência no calcanhar, o software utiliza várias camadas de fios de diferentes espessuras. A Nike planeja patentear o processo, evidentemente.
E como a parte superior é feita em uma única peça, o Flyknit tem uma grande vantagem em relação ao popular modelo Air Pegasus +28: ele tem 35 partes a menos para serem montadas. Isso torna a produção mais rápida, com menos trabalho e as margens de lucro são maiores. O processo Flyknit também se encaixa na ideia de sustentabilidade da Nike porque a quantidade de material desperdiçado na fabricação de cada par pesa o mesmo que uma folha de papel. A Nike afirma que o Flyknit produz 66% menos resíduos que Air Pegasus +28.
O processo reduz a fabricação dos components da parte superior do tênis em apenas duas peças – basicamente, a língua e resto.
Isso reduz a quantidade de trabalho necessário para montar o sapato e levanta uma outra discussão: onde estes tênis devem ser fabricados. Isso mesmo, a costura desse tênis levanta questões da cadeia de suprimentos.
A Nike produz 96% dos seus sapatos no Vietnã, China e Indonésia, onde os custos de mão de obra são baixos. A desvantagem é o tempo que leva para os sapatos chegarem aos mercados como dos EUA. Um sapato passa boa parte de seu tempo num barco vindo da Ásia. Se você pudesse eliminar essa etapa seria uma grande economia de tempo.
O fato é que a fabricação de calçados no mercado interno ainda custaria mais caro, mas com menos estoques e com uma resposta mais rápida e (supostamente) mais vendas. A produção local e o processo em si poderiam permitir a custmização e personalização maior dos tênis – tanto emtermos de forma que de cores.
Este é um exemplo de como a inovação no processo pode abrir uma infinidade de possibilidades de como gerir a cadeia de suprimentos. A Nike certamente está em posição de explorar esta tecnologia tanto do lado do marketing quanto de sua presença no varejo. Uma coisa é certa. Isso não vai ser um renascimento da indústria de calçados dos EUA, pelo menos em termos de empregos. Mesmo que a Nike implante esta tecnologia em uma vasta gama de produtos, o número de postos de trabalho abertos será pequeno. Na verdade, a necessidade de pouca mão-de-obra é a única razão pela qual se poderia pensar em fabricar estes sapatos nos EUA.
Baseado no texto “Knitting shoes” de Martin A. Lariviere, publicado no blog The Operations Room. Tradução e adaptação feitas por Leandro Callegari Coelho e autorizadas pelos autores exclusivamente para o logística Descomplicada.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Logística: o desafio da pontualidade



O Blog da Abrange compartilha com seus leitores uma matéria do portal Logística Descomplicada, para que possamos ficar atentos com o desafio da Pontualidade. Confira!

Cada vez mais empresas que ascendem ao mercado mais competitivo ou que traçam planos de expansão de seus negócios se depararam com um ponto muito discutido, cobrado e pouco entendido: a pontualidade nas entregas de seus produtos. As reuniões se repetem e nada parece explicar o porquê de tanta insatisfação, devoluções e as dificuldades em fechar novos negócios e, pior, manter o atendimento aos clientes que, aos poucos, vão deixando de ser fiéis.
Nesse caminho, já se pode destacar a correta ação de se reunir e estudar o caso e o pensamento errado de que um cliente pode permanecer fiel enquanto se está em reunião. Tempo é importante e sempre curto. Essas reuniões não podem ser repetitivas para que não se passe a trazer os fatos para dentro de uma normalidade. E a “fidelidade” devido a uma boa condição de pagamento, a um bom relacionamento e até mesmo pela qualidade dos produtos de nada adianta se não há uma boa equipe para “marcar o gol” na hora certa, e essa hora é do cliente, não é nossa.
Muitas empresas não compreendem que os clientes marcados em seus sistemas como “inativos”, o são por consequência de uma logística cheia de falhas. E quando essa logística não existe é só uma questão de tempo para um cliente fiel mudar o adjetivo e o local de seus futuros negócios. Hoje quem é fiel diante da falta de pontualidade em uma entrega que lhe cause danos?
Será mesmo tão difícil compreender essa questão dentro de sua empresa? Você já observou que são muitos os fatores de insucesso para uma simples entrega? Corrigindo: Não existem “simples entregas”. Qualquer atendimento ao seu cliente é fator de estudo e acompanhamento. A dona de casa só não deixa derramar o leite se estiver perto e vigilante e, acima de tudo, saber que é leite e conhecer sua reação na fervura.
Podemos não saber qual a reação de um produto no mercado, mas temos a obrigação de acompanhar para que sua reação cause a melhor das impressões. Esse é um dos maiores fatores do fracasso de um produto: Investir na qualidade e no marketing e desprezar a logística. Se a logística da sua empresa ainda é daquelas que emprega os chamados “Jack” – Jack não deu certo ali, Jack não deu certo aqui… – e vai colocando a satisfação do seu cliente em segundo, terceiro plano… Pode preparar mais cafezinho porque as reuniões serão rotineiras.
Fonte: http://www.logisticadescomplicada.com/logistica-o-desafio-da-pontualidade-parte-i

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