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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Currículo abre portas, comportamento fecha

Liliane Messina
“Um currículo irretocável é a porta de entrada para um profissional em uma empresa. Se este documento define sua chegada, será o seu comportamento que pode antecipar sua saída. Segundo a Consultoria do Grupo Soma, o emprego de uma pessoa depende em 75% de suas atitudes no trabalho e apenas 25% de sua competência profissional”, diz o artigo do site Estadão, divulgado em 20 de junho.

Mas, nem sempre os profissionais de recrutamento e seleção conseguem captar toda a essência humana da pessoa que ali está. Claro que muito poderá se extrair do candidato nesta fase do processo, mas o fundamental é que os candidatos externos ou os de processos de recrutamento interno tenham total afinidade com os valores e princípios de nossa empresa.

Veja quais tipos de comportamentos que devem ser evitados:

Comportamento de bicho preguiça  - O profissional bicho preguiça é aquele que demora para mudar, principalmente quando a empresa está mudando rapidamente face as necessidades do mercado, concorrência ou necessidade interna. Aqui cabe bem a expressão que temos usado bastante, que é diminuir o tempo de resposta entre o “ver e agir”.  Este tipo de profissional geralmente não aceita mudanças, inovações, “pensar fora da caixa”, sequer tenta entender as mudanças – só as crítica. Este profissional é reconhecido pela sua costumeira cara de “baixo astral”, apático a tudo e todos, não dá idéias para o grupo e pouco interage com os colegas.

Comportamento de pavão – O profissional pavão é aquele que popularmente é chamado de “peito de pomba”, ninguém e tampouco a empresa tem paciência e tempo para isso. Este tipo de profissional é arrogante e egocêntrico, além de ser um desagregador de times de trabalho. Este profissional tem grande dificuldade de praticar a empatia com seus colegas de trabalho, não contribui para um ambiente harmônico e não sabe escutar os outros e tampouco aceitar opiniões contrárias as suas.

Comportamento de papagaio – O profissional papagaio é aquele que fala tudo a todos, inclusive as informações confidenciais. Uma empresa com profissional papagaio pode amargar sérios prejuízos com este tipo de comportamento. O popular “fofoqueiro” é um perigo para a empresa e equipe em que trabalha, já que este tipo de profissional passa para a frente informações confidenciais da empresa e de seus colegas.

Comportamento de leão – O profissional leão é aquele que lança seus ataques à todos e a qualquer momento por qualquer motivo. Você nunca sabe como ele irá agir ou reagir. Este tipo de profissional não sabe realizar cobranças à equipe e age constantemente de forma desrespeitosa com subordinados, colegas e até superiores. É o popular “grosseirão”, chama a atenção de seu subordinado na frente de qualquer um. Este tipo de profissional também pode representar um sério risco à empresa, considerando o posicionamento dos tribunais do trabalho, nas famosas ações de dano moral. Possui grandes dificuldades de interagir com o grupo, já os outros o temem dada a sua volatilidade.


*Por Liliane Messina, gerente de RH da Abrange.
**Resumo de artigo publicado no site Estadão, em 20/06/2011.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Formação acadêmica não é garantia para emprego

Você sabe quais são os verdadeiros valores procurados no profissional pelas empresas? Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br, relata uma lista de características que despertam interesse das organizações. Aqui na Abrange buscamos profissionais próativos, que buscam se superar e alcançar as as metas com qualidade de serviço.
Minha equipe selecionou algumas dicas de Marcelo Abrileri. Confira! Vale a pena:


* Competências relacionadas ao conhecimento
Autodidatismo: a quantidade de informação nova que surge todos os dias é enorme, e não estar atento a ela é ficar desatualizado perante o mercado.
Saber se reciclar: a palavra de ordem do mundo atual é mudança. Por isso, muitas vezes o que se aprendeu na escola não é mais adequado e precisa ser reciclado.
Prática na execução: por isso, experiências anteriores também acabam sendo bastante importantes.
Capacidade de agregar novos conhecimentos através das experiências obtidas com as pessoas que conheceu e com quem interagiu: há a importância de aprender com os outros. Todos somos professores e alunos ao mesmo tempo.
Conhecer um segundo idioma: o inglês é o mais importante dentre eles. Grande parte da literatura técnica em muitas áreas e muito conteúdo disponível na Internet está em inglês.
Informática e Internet: ter familiaridade com o computador ajuda muito a desempenhar bem a maioria das funções e a dar continuidade ao aprendizado nesta área.
* Competências relacionadas a valores
Valores morais e éticos: principalmente para cargos de liderança, pois já se foi o tempo em que o chefe era alguém que mandava. Hoje o gestor é aquele profissional que representa um exemplo a ser seguido por todos.
Coragem para tomar decisões e correr o risco de errar: em vez de profissionais que vivem se escondendo atrás de atitudes burocráticas e medrosas.
* Competências relacionadas a capacidades diversas
Criatividade: não se aprende a ser criativo na escola. Criatividade tem a ver com a liberdade de pensamento. É se permitir, inovar, arriscar e até mesmo se expor ao ridículo. Hoje as empresas precisam de respostas e saídas criativas para os novos problemas que surgem.
Boa comunicação: articular corretamente as ideias, concatenar assuntos, estabelecer relações lógicas, coerentes e claras entre os fatos, assim como saber se expressar bem através da escrita.
* Competências relacionadas ao comportamento
Por fim, as competências relacionadas ao comportamento talvez sejam as mais importantes, pois a maioria dos profissionais é admitida em função do conhecimento, mas, em geral, demitida por mau comportamento.
Inteligência emocional: é maior a necessidade de interagir e de agir como equipe e saber se relacionar é fundamental na formação de equipes fortes e unidas.
Capricho, preocupação e zelo: toda empresa deseja um profissional que desempenhe suas funções com esmero e capricho.
Ação para resultados: não se aprende na escola ser proativo e disposto a perseguir suas metas.
Simpatia: ser cortês, não falar mal dos outros, não participar de fofocas, ser prestativo e estar sempre pronto a ajudar. Tudo isso ajuda muito para que as coisas fluam e amizades sejam conquistadas.
Espírito empreendedor: ser responsável e gerir seu "pedaço", seu tempo, suas tarefas, organizar-se para que possa render.
Resiliência: este termo hoje é muito utilizado na psicologia, principalmente na organizacional, e significa a capacidade do indivíduo em lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão e situações adversas (choque, estresse) sem surtar e, principalmente, conservando posteriormente o mesmo perfil psicológico.
Percebem que, em meio a tantas coisas importantes, uma formação torna-se apenas mais um item e, em alguns casos, pode ser até mesmo secundário?
Não quero dizer com tudo isso que a formação não é importante. Mas gostaria de mostrar por que a formação apenas não é suficiente para constituir um bom profissional.
É uma pena que a maioria dos departamentos de RH das empresas ainda não tenha percebido isso e continua endeusando certos profissionais simplesmente porque estes se formaram em universidades ditas como "de primeira linha", preterindo outros excelentes candidatos pelo simples fato de estes não terem um diploma nestas universidades.
Todos devem enxergar os outros pontos tão importantes quanto este e procurar se aprimorar e melhorar o máximo possível em todos eles.

*Marcelo Abrileri é presidente e sócio-fundador da Curriculum.com.br, especialista em recolocação profissional e atua na área de Internet há 15 anos. 

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