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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tecnologística reconhece Abrange como referência no setor


Ela é pioneira no segmento de logística e está no mercado há mais de 16 anos. Sabe de quem estamos falando? Da Revista Tecnologística, que junto com a Tecnologística Online, conquistou a posição de uma das publicações mais respeitadas do setor, se tornando referência e fonte de consulta para todo o mercado.

E como a Abrange não perde nenhuma oportunidade, resolvemos conversar com Shirley Simão, a editora e diretora responsável pela revista. Nossa assessora de imprensa, Lia Cassano de Castro, conseguiu tirar algumas informações muito interessantes dessa jornalista.



Shirley Simão
Foto: site Today Logistics e Supply chain

Lia Castro: Há quanto tempo você trabalha em revista especializada no setor de logística?

Shirley: Desde que fundei a Revista Tecnologistica, no começo de 1994.

LC: Como entrou nesse ramo?

S: No começo de minha carreira trabalhei em uma editora que por coincidência me proporcionou fazer contato e atendimento a clientes da área de movimentação de materiais. Fui funcionária dessa empresa de Janeiro/1975 a meados de 1980, quando criei minha própria empresa para prestar serviços à mesma empresa que eu trabalhava e a alguns clientes que amealhei nesse tempo, bem como serviços editoriais para outras pequenas editoras. A maioria dos meus clientes era do segmento de movimentação de materiais o que me deu o conhecimento necessário para perceber quais eram as tendências e as necessidades desse mercado que estava se transformando de áreas estanques de armazenagem, transporte e movimentação para Logística.

LC: Qual foi a matéria mais surpreendente que você já fez sobre essa área?

S: Surpreendente foram muitas, mas uma que me marcou foi a entrevista que fiz no segundo
número da revista com o Prof. Danald Bowersox. Ele era (e possivelmente ainda é) o principal nome acadêmico em logística do mundo e só falava inglês. Eu estava começando, aprendendo sobre o assunto e então foi muito marcante, porque ele foi receptivo e consegui informações que foram de grande valor para nossos leitores, normalmente tão ávidos de conhecimento.

LC : Como você vê o mercado logístico atualmente?

S: Com muito otimismo. Apesar de toda evolução desses quase 20 anos, a curva de crescimento ainda é ascendente. Fizemos muito, nossas empresas estão bem, mas há muito o que fazer ainda, em termos de novos negócios. Basta analisarmos o mercado de empilhadeiras...o Brasil consome hoje pouco mais de 20.000 equipamentos por ano, para uma população de cerca de 200 milhões de habitantes. Os EEUU consomem historicamente 200.000 equipamentos por ano, para uma população de cerca de 300 milhões de habitantes. E isso você pode projetar para os demais equipamentos da cadeia e principalmente para o setor de serviços. Ainda há muito o que terceirizar no País e uma grande oportunidade para os prestadores de serviços logísticos do Brasil.

LC: O que as empresas precisam ter para se destacar?

S: Penso que um conjunto de fatores. Qualidade dos produtos e serviços ofertados, mas, antes de tudo, a postura ética e a preocupação social e ambiental da empresa, e claro : serviço ao cliente. Minha percepção é que cada vez mais as empresas estão valorizando o relacionamento. O atendimento pós venda e a solução de problemas podem fazer toda a diferença na manutenção do cliente. Então, esse é um fator importante porque a reconquista de um cliente tem um custo muito mais alto do que a conquista.

LC: Qual é a importância da participação de empresas como a Abrange na mídia setorizada, como vocês?

S: É muito importante, para todos os envolvidos. Na verdade é como uma corrente, onde a força do todo é proporcional à força de cada elo. A receita publicitária e a venda de exemplares trazem ao veículo a independência financeira que permite a isenção jornalística e o investimento em matérias de alto nível que acaba atraindo também leitores de alto nível. No caso de uma revista técnica de um segmento como o nosso, esse fator tem um peso ainda maior, porque é um setor em desenvolvimento, não maduro ainda e, portanto, mais suscetível às informações recebidas. A função de um veículo técnico é informar, mas em certos a revista cumpre também o papel de formação, difundindo e complementando o conhecimento dos profissionais que cursam as diversas escolas que temos na área. Mas o mais importante é que alem de toda essa função, quase que social, ou talvez por causa dela, a revista ganha um status junto ao público leitor que a torna o veículo ideal para a mensagem das empresas interessadas no segmento. A veiculação de um noticia, um case ou um anúncio se benefícia de todo esse status conquistado junto ao público leitor, o que acaba se revertendo também em novos negócios para o anunciante e ajudando a fortalecer ainda mais os elos da cadeia.

LC: Nos últimos 20 anos você registrou em sua revista a evolução da logística no Brasil. Há 20 anos a Abrange também iniciava suas atividades. Qual foi a importância da Abrange para o setor e qual deve ser o seu papel para o cenário econômico atual?

S: A Abrange soube tirar proveito da evolução do mercado, haja vista que emprega hoje quase 2.000 funcionários tendo em sua carteira de clientes as mais representativas empresas de seus setores. Penso que ela deve se aproveitar dessa posição conquistada para expandir ainda mais e investir para se manter atualizada em novas tecnologias e capital humano, sem esquecer o fortalecimento da marca, que é o diferencial de perenização de qualquer empresa.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Expansão da economia brasileira aquece mercado de logística

Atualmente, o cenário positivo tem estimulado as empresas a buscarem operadores logísticos especializados como forma de atender o crescimento interno da economia.

Você sabia que o Brasil é o maior mercado da América Latina? Pois é!  Em razão disso, todos os gigantes internacionais, de todos os setores estão de olho na economia brasileira, que deve crescer entre 7 a 8% em 2010. A Abrange Logística, diante desse cenário positivo, há mais de 20 anos no mercado, assume um papel de destaque a nível nacional.

As jornalistas Lia de Castro e Vanessa Peres, da De Castro Assessoria de Imprensa entrevistam Percival Margato Junior, presidente da Abrange Logística.

Jornalistas: O mercado dos operadores logísticos no Brasil está aquecido, mesmo com sinais de uma desaceleração em 2008 e 2009, período forte da crise mundial. Quais são as projeções para a Abrange em 2011?

Percival Margato Jr.: Se o ritmo atual se manter, projetamos um crescimento em torno de 30% para 2011. Vale dizer, que nesses últimos 2 anos investimos fortemente em nossa infraestrutura, estabelecendo novas práticas de gestão e consolidando nossa atuação em 14 estados brasileiros. Investimos enquanto muitos desistiram de ir adiante.

Jornalistas: Esse crescimento contínuo, até em momentos desfavoráveis, poderia ser atribuído a quais fatores?

Percival Margato Jr.: Somos uma empresa empreendedora. Está no DNA de todos na empresa. Buscamos o crescimento insaciavelmente. Estamos no mercado há 25 anos, quando este descobriu a importância dos serviços de logística no início dos anos 90, nós já estávamos lá. Investimos constantemente em nosso modelo de competências e conhecimentos para desenvolvermos nossas atividades, buscando com isso atender nossos clientes com eficiência e qualidade superior.

Jornalistas: Nesses 20 anos, o que mudou no mercado de operadores logísticos no Brasil?

Percival Margato Jr: Nos anos 90, com a abertura do mercado, houve uma onda de operadores logísticos internacionais vindo para o Brasil. Esses operadores geraram grandes expectativas nos embarcadores brasileiros e, rapidamente cresceram tomando o seu espaço. Prometiam dominar o mercado, mas isso não aconteceu como esperavam, pois a realidade do Brasil, infra estrutura, recursos humanos, era bem diferente das quais eles estavam acostumados. Cabe as empresas brasileiras o seu domínio e, estas se mostraram a altura, fazendo frente a nova concorrência que se instalava no Brasil. As multinacionais aqui baseadas com muito capital não cresceram como planejaram, deixando espaço para os operadores nacionais, que mesmo com restrições de créditos, souberam se posicionar marcando presença no território nacional. As empresas brasileiras, tomadoras de serviços logísticos, perceberam a dinâmica, agilidade e tempo de resposta muito superior dos operadores nacionais, favorecendo a estes os serviços, pois além da qualidade, eram mais competitivos. Como já atuávamos no mercado, aos poucos, mostramos a contribuição e o benefício que nossa empresa poderia trazer para os negócios dos nossos clientes e potenciais.

Jornalistas: Como é o nível de profissionalização dos operadores logísticos nacionais?

Percival Margato Jr.: Havia no início da década de 90 uma ausência da profissionalização. Apesar de haver bons operadores, eles não tinham padrão de metodologia e os resultados dos trabalhos nem sempre podiam ser medidos, mas o interessante, que isso também acontecia com os operadores internacionais. Um paradoxo. Hoje, é inadmissível para qualquer operador logístico atuar sem metodologia formal e comprovadamente consistente, com profissionais capacitados e soluções diversificadas. Periodicamente, realizamos a Pesquisa de Satisfação dos Clientes para avaliar crítica e estrategicamente o nível de exigência, responsabilidade e comprometimento com os resultados dos trabalhos que estamos entregando aos nossos clientes. Concluímos agora em dezembro nossa pesquisa e fechamos o ano de 2010 com um nível de satisfação dos clientes superior a 90%.

Jornalistas: A logística está em alta no Brasil. Podemos dizer que o mercado está inflado pela atuação das transportadoras no segmento dos operadores logísticos? Isso é bom ou prejudica o mercado?

Percival Margato Jr.: A próxima década será a década da logística no Brasil. O que posso dizer é que todo operador logístico domina os processos da cadeia de supply chain, quer na sua totalidade ou elos da cadeia, mas o inverso não é verdadeiro. As transportadoras tendem a se transformarem em operadores logísticos e estes, em integradores logísticos. Mas, sem duvida, existe uma profusão de empresas despreparadas dos dois lados, que comprometem a atuação de outras, quer sejam operadores ou transportadoras, prejudicando a ambos, inclusive o mercado. Ambos se complementam, pois são atividades altamente especializadas, baseada em metodologias estruturadas e formais, de reconhecida comprovação. Quando o cliente busca a solução para as suas necessidades, ou tem um problema ou desafio a ser encarado. Cabe a empresa de logística, saber se tem capacidade ou vontade de empreender e entregar o serviço. Tudo isso ficará mais fácil se o tomador do serviço estiver na sua maturidade em saber o que quer. Caso o contrário, ambos perderão tempo e dinheiro.

Jornalistas: Então, como as empresas poderão se nortear para contratar um operador logístico?

Percival Margato Jr.: As empresas estão na sua maioria amadurecidas, mais críticas e seletivas quanto ao tipo de empresa que vão contratar. O setor caminha para a especialização, tendo empresas fortemente especializadas em seus nichos. Haverá uma seleção natural, mas em falando-se de Brasil, com todos os seus problemas de infraestrutura, educação, malha logística, crescimento intenso e acelerado, faltarão operadores logísticos em todos os segmentos. Isso não é bom para o mercado, mas também gerará oportunidades que ainda não sonhamos que existam. Com certeza, haverá uma transformação e, crescerão, aquelas empresas que conseguirem encantar seus clientes. Nesse contexto, nós estamos nos esforçando muito para fazer a diferença aos nossos clientes. Costumo dizer, que você conhece um profissional ou empresa, na hora em que surgem os problemas.



























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